Boa vizinhança

Uma coisa temos em comum: vizinhos, a não ser que você viva isolado numa caverna no meio do nada. Sim, vizinho… aquela pessoa que mora perto de você. Sei que a palavra já causa arrepios em muita gente! Pensam logo em gente fofoqueira, intrometida e bisbilhoteira. Mas precisa ser mesmo assim?

Polly & Bob

Logo Polly & Bob
Viver em boa vizinhança é possível, mas para isso é preciso conhecer os vizinhos, certo? Assim nasceu Polly & Bob: uma iniciativa criada no final de julho deste ano, por Volker Siems. Um dos objetivos é que novas amizades e uma comunidade de suporte brotem da vizinhança.
Nesses cinco meses de vida, a iniciativa vem reunindo muitas pessoas nos eventos organizados. No início de novembro, a plataforma online da iniciativa foi lançada.
Vida online/vida offline também podem conviver bem. Através da plataforma, as pessoas podem se conectar e saber sobre as atividades que estão acontecendo na vizinhança. É nesse ponto que entra a vida offline:  as pessoas se encontram de verdade, cara a cara, seja para cozinhar juntas, praticar um idioma, dividir experiências ou trocar livros, por exemplo.
E assim o espírito de comunidade vai crescendo e se fortalecendo, abrindo caminho para mudanças positivas na sociedade.

Eventos

Já rolaram vários encontros: para trocar livros, para praticar alemão, para tricotar e até mesmo para tomar conta de crianças. Não é o meu caso, mas vejo que quem tem filho pequeno sofre para arrumar uma pessoa para dar um olho nas crianças enquanto se vai rapidinho ali no mercado comprar alguma coisa pro jantar ou na farmácia. 
 

Running dinner

Running dinner

Federico e Andrea

Cozinhar.
Comer.
Conhecer vizinhos.
O jantar acontece em três partes. Em cada uma delas, 6 pessoas se encontram em uma casa diferente para comerem juntas. São vários times formados por duas pessoas que vão preparar a entrada, o prato principal ou a sobremesa. Quem não tem ninguém para cozinhar junto, a organização do evento arruma um parceiro. Foi a minha situação.
Colocaram minha parceira de cozinha e eu em contato; trocamos e-mails sobre que receita fazer, os ingredientes que precisavam ser comprados e os detalhes para receber os convidados. Ficamos responsáveis pela sobremesa.
O jantar começou às 19 horas. Primeiro, fomos recepcionadas por um casal muito simpático que preparou uma entrada com camarão deliciosa. Comemos e batemos papo até quase às 21 horas, momento de ir para outro endereço. Cada time foi para um lado. O prato principal – com direito a repetição – foi um curry vegetariano com arroz aromático que estava divino. No final, mais uma vez, era hora de trocar de endereço. Às 23 horas, foi a nossa vez de receber os vizinhos para a sobremesa que fizemos: creme de coco com calda de framboesa.
Depois de boa comida e bom papo, tinha uma festa para reunir todos os times participantes. Era a chance de reencontrar as 12 pessoas que conhecemos durante o jantar nos diferentes endereços e os outros times. Foi uma experiência muito legal! Ficou o gostinho de quero mais.

Der singende Balkonen

Infelizmente fiquei sabendo tarde demais para poder participar. A ideia era fazer de palco a varanda ou a janela do seu apartamento. Cada um era livre para preparar uma apresentação divertida. Teve poesia, música clássica,  jazz, projeção de vídeo, entre outros.
Foram organizadas três rotas diferentes por Friedrichshain, bairro onde tem acontecido todos esses eventos. Por volta de 1.500 pessoas se espalharam pelas ruas do bairro para ver as apresentações.

O que ainda rola este ano

No dia 19, tem uma festa de Natal com a vizinhança. A festa começa às 17 horas e terá leitura de contos natalinos, teatro, bate-papo e muito importante: amigo oculto para crianças e adultos. Por isso é necessário levar um presente. Mais detalhes no link (em alemão e inglês) ou no vídeo abaixo.
Você já participou de algum evento desse tipo?

4 Responses to “Boa vizinhança

  • Nossa que legal! Já pensei nos meus vizinhos maravilhosos… bateu uma deprê 🙁
    Aqui a política é: quem desrespeitar mais o próximo sujando a porta alheia (com direito a sacola de lixo e tudo) e quebrando a calçada alheia é o mais legal. Aí você questiona a situação, nego já quer fazer barraco… enfim, dá um desgosto danado viu.
    Você acredita que na comemoração do último jogo do Brasil teve até ameaça de morte aqui na rua, com direito a facão, arma de fogo e polícia, tudo por causa dos fogos,a vizinha em frente queria silêncio, e o vizinho ao lado estava fazendo a maior festa, o clima está tenso entre eles aqui. Não sei o que vai ser hoje.

    Muito bacana esse tipo de iniciativa, legal saber que é possível conviver numa boa com os vizinhos. Vizinhos educados, civilizados que respeitam o espaço alheio.

    Beijos

  • Veja bem, nem tudo é esse mar de flores kkkk Há todo tipo de vizinho aqui tb: barulhento, impaciente, sujo, grosso, educado, etc Porém acho que espaço e direito alheios são mais respeitados aqui.
    Beijos!

  • Sei disso Lu, mas ainda assim o negócio aqui é complicadíssimo, acho que não dá nem pra comparar.
    Uma palavrinha mágica para tudo isso : educação. Não estou generalizando, mas é algo cada vez mais difícil de se ver.
    Te convido para passar 1 semana comigo, fazendo o percurso em horário de pico todo dia, pegando ônibus trem e metrô, naquela emoção do calor humano, aquela educação para embarcar e desembarcar kkkkkk,(esses dias cheguei com a costela roxa de uma cotovelada que levei de um "homem")com os mais variados cheiros kkkk, ainda assim se contorcendo para desviar dos tarados e de quebra ouvindo funk no talo, dos sem noção que não conseguem usar fone de ouvido. Procure notícias recentes sobre abusos nos trens de S.P. Poderia ficar aqui horas e horas escrevendo, tem muita coisa boa,com certeza, mas não tem como comparar. Entende? Acho que tudo começa pela educação 😉
    Ah! Já ouvi falar dos "cheirosos" daí também hahaha.
    Beijos.

  • Realmente, Claudia, educação é TUDO!!!
    Comparações são sempre muito complicadas… Quando disse que há pessoas grossas e sem educação, estava me referindo em relação ao padrão usual daqui 😉
    Realmente nunca tive que me contorcer para desviar de tarados e nunca vi nenhuma outra mulher tendo que fazer isso! Existe mais respeito ao próximo sim, nem que seja por força/medo da lei.
    Beijos!

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